terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Ansiedades, medos e receios

Quem me lê todos os dias, quem fala comigo todos os dias seja pele página, seja por mensagem, ou mesmo os meus amigos, todos me dizem que sou uma pessoa muito positiva, que não me enervo facilmente, que sou muito forte e que sei lidar bastante bem com as adversidades a que a vida me coloca à prova. Dizem que tenho sentido de humor, coisas bem positivas!
A verdade é que estas palavras que me dizem me dão muita força, porque na verdade eu não assim…Não sou mesmo essa fortaleza que aparento.
A verdade é que sou uma pessoa muito sensível, cheia de medos e receios! E sofro já á muitos anos de ansiedade, umas vezes ataque-me com mais força, outras vezes ando impecável.
Quando tenho esses ataques de ansiedade, sinto a necessidade de estar sempre bastante ocupada para não ter de pensar muito, porque o meu mal é começar a pensar, começar a matutar nas coisas menos boas que me acontecem.
E para quem acha que sou muito segura de mim…desengane-se! Não sou nada segura de mim, tenho muitas inseguranças!
Até sou uma pessoa bastante compreensiva! Ou será que apenas penso que sou?
Porque se sou compreensiva não me deveria saltar a tampa e ser bastante dura quando isso me acontece, certo? Pois, mas de vez em quando o copo enche e quando transborda, sou bastante dura mas o pior é o que se segue… remorsos, logo seguida de ansiedade e uma carga de nervos, mesmo sabendo que tenho toda a razão do mundo do meu lado, mas fazem-me sentir que quem está mal sou eu, também não ajuda muito o facto de ser sempre com pessoas que adoro muito. Ora quando sou apanhada em situações destas, eu tenho ataques de ansiedade grandes e graves. Fico muito nervosa, ansiosa, quando me deito o coração dispara, parece-me que não tenho peito suficiente para respirar, transpiro, e tenho de me levantar e tentar-me acalmar, ou senão é uma noite em branco e um dia a seguir de “porcaria”, nem os exercícios para controlar a respiração me ajudam nessas alturas. Só mesmo tomando uns ansiolíticos durante alguns dias e a ocupar-me muito, não deixar espaço para os meus pensamentos me atormentarem.
Gosto de conviver, é verdade, mas mesmo isso me coloca bastante nervosa, porque acho eu nunca vou corresponder às expectativas. Eu sei…sou estranha, mas sou assim!

Tenho quase 44 anos e a palavra “insegurança” faz parte da minha vida principalmente depois de 1999, que foi o ano em que o meu faleceu e eu passado algum tempo eu tive uma pequena depressão e penso que deixou esta mazela na minha maneira de ser, de estar e de pensar, logo eu, que sempre fui uma pessoa super positiva e que achava que não existia mal que me atingisse. Mudei muito! Quando acontece alguma coisa eu começo logo a fazer um filme e não é uma comédia, acreditem, é logo um filme de terror, imagino sempre o pior dos cenários, sempre, é uma coisa impressionante. Principalmente e admito, no que toca aos meus filhos, sou do género de pessoa que eles vão fazer uma viagem e enquanto eles não ligam a dizer que está tudo bem, passa-me tudo pela cabeça. Eu vivo as coisas deles com muita intensidade e queria “largar” deixá-los, mas não consigo!!!  
Agora ando a fazer terapia, sozinha, mas depois de falar com uma pessoa que já conheço há muitos anos e que me conhece muito bem, sei que tenho de começar a esforçar-me para me desligar do que me faz ter os ataques de ansiedade e tenho de contrariar os meus pensamentos, quando penso “vai acontecer isto ou aquilo” (sempre algo de mal) vou contrariar este pensamento e vou pensar que estou a exagerar e pensar em coisas boas e principalmente tenho de parar de me preocupar, principalmente com quem não percebe o porquê de me inquietar e ainda achar que estou a controlar e dispensa a preocupação. Tenho de aprender a desligar, agora alguém me sabe dizer como é que faço isso? Como é que desligamos principalmente das pessoas que amamos? Por isso, isto é uma coisa que tenho de ir sabendo alterar as configurações deste meu computador que se chama “a minha mente”
Desculpem o testamento, mas faz bem desabafar e saber também, se existem mais homens e mulheres que sentem o que eu sinto, e se conseguiram mudar e como?
Estou no caminho certo, ou nem por isso?

Imagem retirada da Internet

Beijos da vossa sempre
Borboleta Vermelha (Su)

11 comentários:

  1. Se positiva e vive um dia de cada vez. Pensa em coisas boas e deixa o pensamento negativo de lado. Bjs

    ResponderEliminar
  2. Se positiva e vive um dia de cada vez. Pensa em coisas boas e deixa o pensamento negativo de lado. Bjs

    ResponderEliminar
  3. Borboleta é engraçado sem ter graça nenhuma, tudo o ke voçé falou eu enkaixo-me direitinho nisso... Sou igualzinha, tantas mas tantas vezes vou hospital kom atakes de paniko e de ansiedade e koracao disparado ke nao o konsigo kontrolar... Horrivel mesmo, tomo medikacao para a depressao e kalmantes mas ha dias ke nao sei kontrolar... Nem sei komo desligar das koisas nao tem komo desligarmos das pessoas ke amamos... É um sofrimento terrivel e só kem sabe é ke dá valor... Mas a kura? axo ke nao ha... Vamos passando os dias uns melhores outros menos e vai passando o tempo. Agora sim Borboleta komo eu a kompreendo... Beijinhos e melhoras...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é fácil não Lili. Mas o meu caso ainda vou conseguindo controlar as coisas. O teu é mais complicado! Força, pensamento positivo!

      Eliminar
  4. Ola minha querida... Identifiquei-me em muito contigo neste teu esclarecimento... Desde os 13 anos que sofro de crises de ansiedade, crises essas que nao as sinto... Mas sei que existem pk o organismo manifesta-se com peladas capilares... Acho que sou uma pessoa muito positivista e acho que isso e o meu maior aliado... Nao tento inverter nada, sou como sou e aceito-me nas minhas imperfeicoes... Se resulta nao sei... Logo nao te poderei ajudar... Mas ser positivo ajuda... E muito... Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas eu sinto-as e não é nada capilar, é tudo muito físico!!! Mas o que tenho de fazer é mesmo mudar esta minha maneira de ser

      Eliminar
  5. Querida Borboleta, nada do que partilhaste me pareceu estranho ou anormal. Mostras-te humana, como todas nós. Revelas força que nem sabes que tens ao partilhar este pedacinho de ti. Se estás a ir bem ou mal, só tu podes sentir my love. Tu é que tens o controlo da tua vida, mais ninguém. =)
    Já fizeste um longo caminho de auto-descoberta, para te conheceres tão bem e identificar o que te incomoda, deita a baixo, mexe contigo, as tuas qualidades e acima de tudo os teus defeitos. É uma uma pena ainda não veres o que vemos em ti. Acredito que vás lá chegar, passinho a passinho!

    Um abraço muito apertado
    João

    ResponderEliminar
  6. Todas nós somos um pouquinho assim, julgo que por termos vivido alguma situação que nos atingiu no nosso mais profundo ser. Querida, se é o caminho certo, só o saberás no final... ainda no outro dia dizia a uma Grande Amiga: " A porra da vida não traz manual de instruções". É legitimo sentires tudo isso, porque as situações estão interligadas com o teu coração!
    Que tenhas sempre a sabedoria para as conseguir analisar... e não tenhas medo de errar! O livro não está escrito, cabe-nos a nós fazermos e agirmos de acordo com a nossa consciência e com o que achamos correcto!

    Um grande beijo <3

    ResponderEliminar
  7. tu és mais forte do que aquilo que pensas, mas o teu inconsciente faz-te sentir humana. tens 44 anos, mas toda uma vida toda pela frente. estranho era se n tivesses inseguranças, receios, medos, mas é o venceres isso tudo que te torna a mulher fantástica que és.

    ResponderEliminar